Não é possível precisar a origem – ou invenção – do bacon porque ela antecede os primeiros registros históricos. Antes de saberem soletrar “bacon” vários povos haviam dominado o cultivo de porcos e a conservação de carnes por meio da cura com sal.
Entretanto, desde a sua origem o bacon era visto como um alimento para sobrevivência, não uma iguaria ou um petisco. A popularidade do bacon explodiu em dois momentos por motivos diferentes.
A primeira popularização do bacon ocorreu nos anos 1920 por meio de propaganda em massa e da criação do “american breakfast”. A propaganda foi tão efetiva que até hoje, no imaginário popular, um café-da-manhã americano são fatias de bacon frito e ovos.
Nas décadas seguintes, a crescente influência americana no mundo por meio de filmes, seriados, música, presença comercial e militar, entre outros, impulsionou o consumo de bacon tornando-o um fenômeno global. O bacon fora incorporado em receitas locais no mundo todo, não necessariamente como desjejum.
Por volta da década de 2010 a cultura de memes elegeu bacon como a melhor coisa do mundo – sabe-se lá por quê – e a cultura pop abraçou o meme do bacon em tudo. Creio que a a popularidade do bacon impulsionou os memes e os memes impulsionaram a popularidade do bacon num ciclo que se retroalimentava.
Hoje os memes com bacon praticamente desapareceram, mas o bacon segue mais consumido do que nunca. Em alguns países há petiscos como bacon coberto de chocolate, sorvete com cobertura de bacon picado, maionese de bacon, pasta de dente sabor bacon… e por aí vai.
Tomei conhecimento do processo de popularização do bacon por meio deste documentário, que comenta em detalhes a história comercial do bacon, sua produção e traz curiosidades sobre o alimento.