Confissão Digital
Me tornei aquilo q jurei destruir: um digitador de celular.
Alguns dos textos que postei neste blog foram digitados a duras penas no meu celular. “Ah! Mas não é tão ruim assim”, dirá o leitor otimista, tech-entusiasta. Mal sabe ele que não uso das facilidades e comodidades de um teclado de celular moderno. Sem auto complete, sem digitação por gestos; mas tb sem propagandas, sem coleta de dados, sem telemetria, sem geolocalização sem me espionar.
Para evitar o teclado do google, uso um app chamado simple keyboard, que faz jus ao nome. É um teclado offline sem features modernas. Eu tenho que digitar as letras das palavras que quero usar – pasme!
Pra nao dizer q ele é simples demais, consigo navegar pelos caracteres usando a barra de espaço.
O obsidian e o tumblr oferecem corretor ortográfico que uso quase nunca pois palavras mais complexas e incomuns são com freqüência “corrigidas” de forma equivocada.

Essa é a tela que eu vejo enquanto digito este post no obsidian.
Digitar no celular, com uma mão só, no transporte público não é uma experiência confortável. A mão não acompanha a mente, acentos são um luxo dos que escrevem sentados, e erros de digitação são acidentes que ficam encarando a gente , nos provocando… Canalhas! Apesar disso, consigo revisar os textos e eliminar quase todos os erros.
De qualquer forma, este é o método que usei em alguns textos deste blog, e creio q este será o meu principal método de escrita este ano. Não sei quanto digitar num celular, escrever a mao ou digitar num teclado mecânico altera o texto final, as ideias, o ritmo e o estilo. Sei que me afeta, só não sei mensurar.
Divagações a parte, talvez o leitor me encontre digitando num celular de capa vermelha nos trens e metrôs de São Paulo. Se me vir, não me interrompa
>:(