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Desde o meio do ano passado eu troquei o Sistema Operacional do meu computador principal, o mesmo que uso para trabalho, estudos e diversão. Abandonei o Windows 10 e passei a usar Manjaro Linux com Larbs.

Manjaro

Manjaro é uma distro baseada em Arch.

Explico: distro é uma distribuição Linux, ela traz consigo algumas configurações, ferramentas e programas para facilitar a utilização do Sistema Operacional. Instalado o SO, a máquina está pronta para uso. Arch é uma vertente de Linux, não existe um jeito único nem um jeito certo de montar uma distro. cada distro visa atender à alguma necessidade específica. Há distros voltadas para máquinas velhas, para notebooks, para máquinas gamer, para microcontroladores, para servidores, etc… A distro que uso se chama Manjaro e é baseada no Arch. Arch é bem poderoso, mas requer usuários experientes para realizar a instalação e manutenção, Manjaro se propõe a entregar um sistema Arch, mas com facilidades como detecção e instalação automática de drivers. Não cabe aqui explicar as minúcias do manjaro, não fazem diferença para este artigo. O que faz diferença é o LARBS.

Larbs

Larbs é um script de auto-rice, isto é, de customização de sistemas operacionais de modo a agilizar a instalação de ferramentas, programas, scripts e configurações de usuário em máquinas recém-formatadas. É um script que se executa após a instalação de um SO. Este auto-rice em específico foi criado por Luke Smith, uma pessoa que admiro.

O principal atrativo do Larbs é que ele é feito para otimizar ao máximo os recursos da máquina e os programas além de simples, carregam rápido e são bem intuitivos. Sério, não tem nada pior do que clicar num PDF e sua máquina demorar 2 minutos pra abrir o arquivo – isso acontece.

Um segundo atrativo é que o sistema vem configurado com DWM, um gerenciador de janelas que automaticamente redimensiona e reposiciona as janelas dos programas que você for abrindo. Isso simplifica o workflow e elimina atritos desnecessários.

Customizações pessoais

As cores do terminal são extraídas do wallpaper atual. Sempre que um novo wallpaper é selecionado, uma nova paleta é gerada e aplicada ao terminal. Não gosto muito dessa paleta dessaturada, mas ela combina com o wallpaper e não me ofende.

Além do wallpaper e das cores, customizei os programas e informações na barra superior. Segue print:

No print abaixo: lf (esquerda), meu navegador de arquivos; terminal (direita cima) com o resultado do comando neofetch, que traz informações de hardware e SO; thunar (direita, baixo esquerda), explorador de arquivos com interface de mouse (semelhante ao windows); htop (direita, baixo direita), monitor de recursos e processos.

Games

São raros os games que não rodam na minha máquina. Recentemente zerei Uncharted 4 no linux, sem problemas de desempenho ou crashes. Jogo bastante Marvel:SNAP, com ocasionais bugs que não me impedem de concluir partidas.

A compatibilidade de games do Windows no Linux é imensa e a mudança recente de SO não atrapalhou minhas sessões de jogo.

Conclusão

Linux me permite ser dono de fato do meu hardware. Eu escolho o que roda nele, eu escolho quando faço updates, eu escolho quais programas, como as janelas se comportam e todo o resto. As comodidades de um SO moderno são a cereja no bolo. Depois de alguns meses usando Linux eu acabei inevitavelmente mexendo no Windows numa outra máquina, e que experiência horrível, tudo fora do lugar, o Windows te tratando feito uma criança e tudo rodando devagar.

Troquei de SO de maneira definitiva e não volto atrás.

By caio

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