Guerra das Canelas
Minhas pernas queimam de tanto que coçam. Duas horas no meio do mato arrumando uma bomba d’água foram o suficiente para os mosquitos massacrarem estas pernas brancas de homem da cidade.
O que mais surpreende é que 4 dias depois do atentado, as feridas estão piores: maiores e inflamadas.
A minha principal arma nesta batalha de resguardo é controlar a vontade de coçar as pernas. Por mais gostosinho que seja no momento, isso só aumenta as feridas. A segunda arma nessa guerra de exaustão é o Nebacetin, pomada anti-inflamatória e bactericida – coisa fina – que uso nem sempre cpm precisão, e o alívio é imediato.
Termino aqui meu relato do fronte em meio a mais uma investida do inimigo, que é implacável, mas mal sabe ele q a vitória já é minha!