Leio “Zen in the Art of Writing”, de Ray Bradbury. Pelo título eu esperava uma escrita calma, falando para acalmarmos nosso espírito e sermos apenas canais pelos quais as idéias fluem – ou algo do tipo. Não poderia estar mais equivocado.
Logo no comecinho do livro eu tenho a impressão de que o autor está com raiva. As frases curtas, algumas abreviações e simplificações incomuns, faz parecer que o autor está com raiva e/ou pressa.
Mais adiante ele fala que o segredo da escrita é relembrar momentos com forte ressonância emocional em quem escreve e descrever esses momentos e essas emoções com “zest” e “gusto”. Aí tudo fez sentido.
Escrever com “zest” e “gusto” pode ser entendido como escrever com vontade, intensidade, vigor. Escrever com tesão de escrever, tesão em contar algo. Isso torna o processo mais proveitoso e os textos mais longevos, segundo o autor.
De fato eu noto uma certa intensidade não muito sadia quando escrevo, falo disso num outro artigo.
Voltando, o livro ganha pontos pois o autor pratica o que ele ensina, vide o tom assertivo e agressivo do texto. Também se destaca pelo vigor da escrita, que me faz querer não largar o livro. Quando terminar a leitura eu comento o livro como um todo.
Fica a cuestã: o que é Zen, afinal?
[…] num post recente sobre como Ray Bradbury recomenda que se escreva com intensidade e vigor (Zest e Gusto). Redigindo […]