Em agosto de 2025 eu tomei uma decisão que vinha considerando há anos mas por medo de mudança foi sendo ignorada: passei a usar Linux como meu sistema operacional principal (daily driver).

Eu vinha usando Linux (Manjaro + LARBS) no meu notebook desde 2021 (ou comecinho de 2022). Estava mais do que satisfeito com o workflow, com a leveza das aplicações e com o fato de que eu sou o responsável pelo meu sistema operacional e eu decido o que é instalado e o que eu rodo nele.

No fim do ano passado a Microsoft interrompeu o suporte a Windows 10 e eu tinha (e ainda tenho) sérias ressalvas contra o Windows 11. Eis algumas:

  • IA em tudo
  • Requisitos mínimos de Sistema altíssimos
  • Possível incompatibilidade com meu hardware na época
  • Spyware: literalmente fotografa sua tela a cada minuto e analisa TODOS as suas interações com o computador
  • Bloatware: um monte de programas que não me interessam vem instalados e consomem recursos computacionais desnecessariamente
  • Adware: Propagandas para produtos e serviços da microsoft em tudo quanto é lugar.
  • S.O. te protegendo de você mesmo (“deseja mesmo desligar o computador?” entre outros)
  • Não confio na forma como o S.O. e suas ferramentas foram construídos (vide menu iniciar e calc)
  • Não confio na Microsoft

Vantagens do Windows:

  • Roda programas de windows, inclusive jogos.
  • Uso desde criança
  • Só isso mesmo…

Quando eu consegui rodar uns jogos do windows no Linux via Steam não tinha mais motivos pra eu continuar com Windows.

No começo eu senti falta de um software, Paint.NET. Um excelente editor de imagens muito leve e com bastante ferramentas out-of-the-box e uma comunidade relativamente dedicada a criar plugins e macros. Instalei Pinta, que é um clone do Paint.NET para Linux (não sei se oficialmente eles falam isso, mas as semelhanças são bem grandes). Com o tempo perdi a vergonha e comecei a usar Gimp, que se mostrou bastante útil.

Um outro aspecto importante durante a transição foi poder jogar jogos do Windows no Linux. Com raríssimas exceções, consegui jogar tudo o que testei, desde shmups e jogos indie até alguns títulos AAA como Elden Ring, Uncharted 4, Robocop: Rogue city (acho que esse tá mais pra AA), Sekiro: Shadows Die Twice.

Apesar de ter migrado completamente para o Linux, mantive as partições Linux no meu PC e no meu notebook. Como trabalho como freela, eu poderia acabar trabalhando em algum projeto que exigisse Windows no futuro – e o futuro chegou. Estou num projeto Unity e no Linux a Unity até funciona, mas esse é o problema: Até funciona não significa que funciona direito, e eu quero evitar a fadiga.

Começo a por a mão na massa amanhã e decidi deixar o ambiente no jeito para o projeto. Iniciei o Windows e tudo funciona. Instalei a versão mais recente da Unity e configurei o Visual Studio. Durante os downloads eu comecei a me sentir desconfortável. Os atalhos do Linux não funcionam no Windows; eu tenho que abrir tudo com dois cliques; quando abro uma janela ela não se encaixa automaticamente na minha área de trabalho, ela abre onde ela quiser; Eu tenho que ficar caçando as janelas das aplicações que eu executo… que coisa terrível.

Depois de instalar os programas eu saí correndo do Windows e redijo calmamente este post da segurança e conforto do meu Manjaro Linux.

By caio

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *