Se a Inteligência Artificial é tão perigosa como Sam Altman e outros CEOs de empresas de IA nos alertam, por que, então, essas mesmas empresas querem que o maior número de pessoas usem seus serviços?
Um aspecto do discurso em torno da Inteligência Artificial que me faz repensar o potencial real da Inteligência Artificial é o fato de que as maiores empresas de IA fazem questão de oferecer seus serviços de graça ao maior número de pessoas possível. Essa ferramenta tão perigosa, que pode colocar o destino da humanidade em jogo é empurrada agressivamente para o maior número de idiotas possível. Desde o breakthrough dos LLMs todas as empresas de IA tem como principal objetivo captar usuários para seus serviços e produtos de IA. Quanto mais gente, melhor.
Essa estranheza quanto ao negócio de IA não vem do nada, considere o GPS, por exemplo. Até pouco tempo atrás o único que tinha acesso a um sistema de localização global com precisão de centímetros era o governo e os exércitos dos Estados Unidos. O público tinha acesso a uma versão menos precisa e com menos aplicações militares. Talvez fosse o caso da IA, mas com inovações não tão recentes como o Deepseek, que permite a todos executarem seus próprios servidores de IA, o mercado de IA ficou mais agressivo. Tanto novos entrantes – que tem todos os incentivos para apresentarem um produto superior ao mercado – como empresas já estabelecidas falharam em entregar produtos realmente disruptivos.
Mas talvez eu só não esteja olhando no lugar certo, mas se for o caso: Se IA é esse canhão que pode pulverizar a todos, por que estão se esforçando em colocá-la na mão de imbecis? Por que colocar a bazuca na mão de idiotas? O discurso e as ações não casam, e me mantenho cético quanto ao impacto real da IA em nossas vidas.
[…] da minha postura pessimista com relação à IA, reconheço seus méritos. IA como agregador de fontes e referência é uma ferramenta sem igual. […]