Compartilho algumas descobertas que tive lendo o Diário do Centenário das Palavras Cruzadas em Portugal (DCPCP), de Paulo Freixinho.
No início do diário, Paulo Freixinho produz bastante cruzadinhas semanalmente: no mínimo 28 cruzadinhas sendo 14 minis (5×5) e 14 médias (11×11). Esses jogos são distribuídos entre 2 publicações portuguesas. Freixinho compartilha detalhes de como ele cria suas cruzadinhas. As “palivrozadas“, palavras cruzadas com termos retirados dos livros que ele lê, demoram umas 2 horas para ficarem prontas, as demais – deduzo – demoram menos. O autor ainda registra a forma como ele divide o trabalho: Cruzadinhas médias e trabalho freelance pela manhã – e em casos excepcionais à tarde – e cruzadinhas mini à noite. Ele termina muitas cruzadinhas na véspera de sua publicação. Isso garante que os termos usados nos jogos sejam recentes e relevantes. Isso também cria uma espécie de fotografia do momento atual, as cruzadinhas em si viram registros históricos dos acontecimentos.
Fiquei surpreso ao descobrir que Freixinho termina suas cruzadinhas muitas vezes na véspera das publicações. Eu sempre tive a impressão que deixar os jogos descansarem e revisá-los depois era fundamental, aparentemente não é. Também não encontrei – até o momento – menções sobre um revisor.