Risk é um jogo de comunicação e negociações. Quando as partes não chegam num acordo, jogadores tiltam.
Tilt acontece quando um jogador perde a compostura e age de maneira irracional. Não está mais jogando o jogo, está descontando suas frustrações. Isso acontece em jogos de tabuleiro e videogames, bem como em jogos de cartas, jogos de azar e etc…
Uma situação comum é o jogador perder uma posição – o que acontece muito em qualquer jogo de Risk. Não havendo meios de retomar a posição o jogador fica enfurecido e não tenta agrupar suas tropas restantes, não tenta fortalecer seus territórios para tentar uma “reconquista” num momento futuro. O jogador simplesmente decide retaliar quem o prejudicou. Dizemos que este jogador está tiltado.
Nas partidas que tive e nas partidas de Grão-mestres (maior ranking em Risk) que eu assisti, pessoas tiltam. Nem todas as partidas terão algum jogador tiltado, mas as frustrações e o late game favorecem o tilt. Uma estratégia comum é forçar dois players a se enfrentarem de modo que haja atrito entre eles e eles gastem recursos batalhando entre si. Enquanto os adversários queimam tropas neste conflito, os outros jogadores esperam pacientemente pelo momento de atacar os dois jogadores que trocam farpas.
Risk exige um balanço delicado entre passividade, agressividade, política de boa vizinhança e destruição dos adversários. É um jogo com muitos momentos distintos e uma tensão crescente durante o jogo todo. Evitar a fúria dos adversários é essencial para vencer em Risk e evitar retaliações.
Confesso que tiltei algumas vezes, especialmente quando jogadores me atacam e me enfraquecem significativamente sem me eliminar, isso só favorece outros jogadores na mesa. Sem chances de vencer, a segunda melhor opção é punir esse imbecil que destruiu a nós dois.
Tiltar não é legal, não te faz vencer e não traz satisfação. Entretanto, frustração é parte do jogo e eventualmente todos tiltam, até os melhores do mundo pois, afinal de contas, tiltar é humano.
