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Laurel Schwulst is interested in the poetic potential of the web.

Como comentei em outro post, quero criar sites como experiências únicas e contidas para meus projetos. Imaginei que essa idéia não fosse tão nova assim. Dadas as possibilidades de criação aparentemente infinitas da Web, mais gente deve pensar parecido.

Na minha pesquisa esbarro em Laurel Schwulst, designer, artista e escritora. Ela participou da criação do The Creative Independent e tem uma perspectiva interessante sobre a internet.

Neste ensaio de 2018, Laurel reflete sobre o que são websites, a dinâmica particular de se criar um website e possíveis formas de se encarar um website. Gostei bastante do artigo, tanto que estou falando dele no meu blog!

Vale a leitura, mesmo para pessoas que não são artistas. A criação de um website pode ser uma experiência bastante enriquecedora e gratificante – recomendo.

A parte do artigo que mais me trouxe insights é a classificação que ela faz dos sites de acordo com a relação entre o designer/mantenedor e o site. Falo disso a seguir.

  1. Website as room
  2. Website as shelf
  3. Website as plant
  4. Website as garden
  5. Website as puddle
  6. Website as thrown rock that’s now falling deep into the ocean

Website as room

Sites como quartos.

Um espaço limitado, com tema limitado que distoa da enxurrada de estímulos constantes e dopaminérgicos das redes sociais.

É um site para mostrar idéias, pessoas, eventos, seja lá o que for sem pressa. Uma curadoria cuidadosa de quem aprecia algo ou tem algo importante a dizer.

Website as shelf

Sites como prateleiras.

Prateleiras são modos de apresentar e organizar interesses às vezes desconexos, mas numa escala menor que um site como quarto.

A graça do site como prateleira está na justaposição de elementos às vezes dissonantes.

Website as plant

Sites como plantas.

Plantas tem o ritmo delas, não dá pra apressar o seu desenvolvimento. Esse tipo de site trará frutos com o tempo, mas requer ajustes, edições, adições de tempos em tempos.

Website as garden

Sites como jardins.

Jardins nesse contexto não tem relação com plantas. A idéia dos sites como jardins é que sejam sites que acompanhem as estações, que mudem durante o ano, que se ajustem temporadas, aos eventos, ao calendário, como jardins fazem. A quantidade de conteúdo e sobre o que se fala pode mudar durante o ano de modo a refletir essa idéia de sazonalidade.

Website as puddle

Sites como poças.

Sites que se desfazem com o tempo. Poças são estruturas temporárias. Sites como poças são sites que aos poucos vão deixando de existir.

No artigo da designer ela diz que gostaria de ver um site evaporar como uma poça. Isso me faz crer que esse tipo de site é mais conceitual do que uma classificação baseada na experiência da autora, ela não dá exemplos de sites como poças.

Website as thrown rock that’s now falling deep into the ocean

Sites como pedras arremessadas e que agora afundam no oceano.

Sites que o autor não pretende manter. A idéia é criar um site, torná-lo público e seguir com a sua vida. Colocar uma idéia no mundo e se preocupar com as próximas idéias.

Conclusão

Essas formas de enxergar sites podem ser bastante úteis para compreender os usos e as formas que sites podem ter. Um site não precisa ser um portal multimídia com seções, engine de blog, CMS, propagandas, colaboradores, artigos, etc. Um site pode ser uma página HTML com links interessantes. Também pode ser um mega portal, vai do autor.

O artigo me fez considerar a criação de sites com mais leveza, menos gravidade e de forma mais experimental.

By caio

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