Tenho jogado bastante Risk online e tenho me interessado por jogos de tabuleiro. Comecei um protótipo de jogo de tabuleiro do Corn Wars: Pipoca ou Morte! – jogo que fiz na faculdade e que venceu o voto popular como melhor jogo na Fatec Game Week. Eu nunca tinha feito jogos multiplayer com Claude, o desenvolvimento aconteceu sem problemas. Entretanto, eu não acho que o jogo fique legal no ambiente online.

Os turnos ultra-rápidos – entre 10 e 60 segundos – entram em conflito com a espera pela troca de turnos, espera esta que não existe no jogo físico – ou não é notada. Sinto que a demora na troca de turnos cria uma demanda para que as ações nos turnos sejam impactantes. No Pipoca ou Morte!, há muitos turnos no qual os jogadores se aproximam do objetivo, mas o estado do jogo não muda de fato. A espera cria expectativa no jogador, e essa expectativa precisa ser endereçada e resolvida de maneira satisfatória.

Abandonei o Pipoca ou Morte! Web Edition e decidi criar um Super Trunfo online. Não sei se gosto do resultado. A troca de turnos é meio sem graça e as eliminações de jogadores não tem muita graça (por enquanto).

Isso me faz perceber como a presença das pessoas torna os jogos de tabuleiro mais interessantes. No Risk online a todo momento vemos os avatares dos jogadores no lado direito da tela, respirando, interagindo e reagindo às mensagens e emotes que os jogadores lançam. Quando há uma eliminação, vemos o avatar eliminado com expressão irritada, soltando fumaça pelos ouvidos ou alguma outra demonstração caricata de frustração.

Screenshot de Risk (PC). Note os avatares do lado direito da tela.

Talvez seja disso que eu sinta falta nos jogos “de tabuleiro” online que eu criei: gente.


Imagem de jogo de tabuleiro por Tumisu via Pixabay

By caio

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