De tempos em tempos eu crio notas de voz. São como registros em diário, mas em forma de arquivos de áudio. Quando quero entender alguma coisa que não está muito clara na minha mente falo sobre ela no microfone e de repente a coisa faz sentido.
Tenho usado esse recurso com alguma frequência nos meus projetos pessoais. No Mixtape, por exemplo, eu notava uma tendência entre os tipos de fitas mas não sabia colocar em palavras. Quando comecei a articular os diferentes tipos de fita e suas características comparadas ficou claro que havia uma variação na persistência de dados e na robustez dos dados/fitas. A gravação de voz me ajudou a por em palavras uma impressão que eu tinha.
Curiosamente não costumo ouvir minhas gravações. A gravação não é tão importante quanto esclarecer as idéias, organizar os pensamentos e expressar o que vejo, imagino e sinto. Quando termino de gravar, o começo da gravação já não me interessa mais e as idéias estão com tamanha clareza na minha mente que não é necessário revisitar o tortuoso e doloroso processo de fazer sentido. Já faz sentido, logo, pra quê relembrar um estado confuso da idéia se ele já foi resolvido?
Cogitei “escrever” este post como uma nota de voz, mas acho que não cabe neste blog – além do que gravação e edição de áudio dão um trabalho enorme.
Para fins de registro: gravo minhas notas num gravador Sony ICD-PX470 – esse da foto.
