Tenho jogado Risk e meu game sense tem se aprimorado. Tenho internalizado lguns insights e conhecimentos que não são tão óbvios, como a dinâmica do late game (1v1) na qual o objetivo deixa de ser expandir e proteger seu território e vira negar os bônus de tropas do adversário.
Uma dinâmica que acontece em todas as partidas é a definição de quem controla a Austrália no Early Game. Controlar este continente garante 2 tropas bônus por turno, o menor bônus do jogo, e significa que o jogador que controla a Austrália terá sua presença no resto do mapa prejudicada. O ideal é conquistar a Austrália com o mínimo de perdas e aproveitar os bônus para se fortalecer e atacar outros jogadores em algum momento oportuno.
Uma característica que torna a Austrália bastante atraente é que o continente só possui 1 fronteira com outro continente, a Ásia, que é o maior continente e o mais difícil de conquistar. Assim, a Ásia só será um problema no late game, o que torna a vida do jogador que controla a Austrália bem tranquila. A contra-partida é que normalmente a Austrália não se desenvolve, mas vira um continente com muitas tropas concentradas, de modo que o jogador que controla a Austrália no early game e não expande seu território aos poucos não consegue vencer uma partida. Entretanto, dominar a Austrália é quase uma promessa de que o jogador chegará no late-game – se ele não fizer alguma bobagem pelo caminho.
Por todos esses motivos, sempre vai ter alguém querendo dominar a Austrália no começo do jogo. Vale a pena aprender a lidar com essa situação tanto do lado de quem controla o continente, como de quem lida com um jogador que dominou o continente.
Existem 2 estratégias para o jogador que domina a Austrália, mas eu comento em outro post.

[…] em outro post sobre o que torna o continente australiano bastante atrativo nas partidas de Risk. Em resumo: O […]