Confesso que reviso meus textos depois que os publico.
Me sinto um tanto desconfortável ao escrever e lançar um post no mesmo dia pois tenho sempre a impressão de que o texto não descansou o que deveria. As idéias podem não estar claras, o texto pode ter problemas.
É sempre desagradável – especialmente em textos descansados – publicar o texto e encontrar um erro de concordância ou de digitação no suposto texto pronto. Consigo, graças ao meu site, realizar essas correções no mesmo instante em que as identifico. Erros não ofendem tanto quando aparecem em textos recentes, mas em textos mais antigos são dolorosamente imperdoáveis.
Acho que todo mundo relê o próprio texto logo após publicá-lo. No editor, o texto parece de mentirinha, não parece algo público – porque ainda não é. Quando o texto vai para o site, ele ganha uma importância maior e requer um olhar mais crítico por parte do autor, já que os leitores trarão esse mesmo olhar crítico quando o lerem. Um texto ruim é uma vergonha.
Assim sendo, eu reviso todos os meus textos o tempo todo… A revisão de textos não tem uma ordem, releio os textos que dão na telha, sem me importar muito com a ordem ou com a quantidade de vezes que os li.
Sinto um pouco de vergonha em admitir, mas eu gosto de reler meus textos. Acho que isso acontece porque cada texto surge quando eu contemplo uma impressão. Reler os textos é, de certo modo, reviver esses momentos de espanto, estranhamento, maravilhamento e surpresa.
De qualquer modo, fica aqui o registro deste texto que foi editado algumas vezes após ter sido publicado.