Slay the Spire é o jogo responsável pela explosão de deck builder rogue-likes entre os desenvolvedores indies. Eu não gosto de deck builders… mas Slay the Spire é um dos meus jogos favoritos. Gosto tanto que tenho quasee 600 horas jogadas na Steam. Antes de comprar o jogo, eu joguei uma build dele pirata, acho que eu tenho umas 200 horas na versão pirata.

Slay the Spire II foi lançado este ano e ainda não está concluído. Todas as mecânicas principais estão presentes (acho). Faltam algumas artes e provavelmente o jogo sofrerá balenceamentos no futuro próximo.
No jogo você ascende a torre do Spire, uma criatura misteriosa que aparentemente controla o mundo e/ou a realidade. Para derrotar o Spire você deve montar um baralho de combate com cartas de Ataque, Defesa, Feitiços e Poderes. Você adquire cartas ao término de cada combate, ou por meio de salas especiais ou comprando na lojinha. A ascenção é por andares, cada andar é uma sala com inimigos, uma fogueira para descanso, uma loja, uma sala especial – eventos únicos ou confrontos específicos. Além das cartas o jogador coleta artefatos que alteram a dinâmica do jogo de forma permanente e poções, com efeito temporário.
O jogador começa escolhendo uma das classes disponíveis e tenta sua sorte até o Spire. O jogo espera que o jogador refaça as subidas, mesmo chegando no final. O jogo aos poucos libera novas cartas, artefatos e classes para o jogador testar em runs futuras.

Minha classe favorita é Ironclad e minha carta favorita é Bludgeon. Ironclad é a classe inicial e a mais fácil de jogar. Bludgeon é literalmente uma carta que dá um dano absurdo mas custa 3 manas. Gosto muito de buffar o Bludgeon e pulverizar inimigos com uma cacetada só. Coisa fina.
Tudo o que eu gostava em STS1 está presente em STS2 melhorado. Há também mais classes, mais cartas, mais artefatos, mais inimigos, mais salas de evento com temática e gameplay distintos.
O design dos personagens deu uma boa melhorada com relação ao STS1, mas continua meio esquisitinha. Em especial, a arte dos guardiães de andar – monstros que você encontra no início da run e te dão presentes para sua escalada (inovação de STS2) – é meio feia e freeform. Não me agrada, mas são bem feitas.

O aspecto mais legal de STS2 é combinar cartas e encontrar sinergias entre elas de modo a maximizar o potencial da sua classe escolhida. Em Ironclad, por exemplo, há alguns arquétipos de deck que podemos construir. Eu gosto de aumentar a quantidade de mana por turno e de burlar a limitação de ataques. É possível criar decks de exaustão (destruir cartas temporariamente), decks de Força (cada ponto de força deixa os ataques mais fortes em 1 ponto de ataque), decks de defesa (quanto mais defesa, mais dano no inimigo)… há mais arquétipos, mas deu pra entender. Todas as classes tem vários arquétipos próprios e cabe ao jogador saber misturar os arquétipos e montar um deck que consiga chegar ao fim da escalada.
Depois de completar a escalada, o modo Ascension é liberado. São desafios com as regras do jogo ligeiramente mais difíceis. Para derrotar o Spire, é preciso vencer o modo ascenção. Não darei mais spoilers.
Recomendo Slay the Spire II – também recomendo seu predecessor, mas se for pra jogar só um, compra o II.
