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Cazalbé, eu tenho um problema…

Eu nunca dei muita moral pr’ A Praça É Nossa, um programa de comédia da TV brasileira. Minha lembrança mais antiga do humorístico é de assistí-lo na casa de meus pais, por volta dos 6 anos de idade. Não escolhíamos assistir ao programa pelos méritos do programa, sintonizávamos no seu canal porque não tinha nada melhor na TV.

Decidi, depois de muitos anos, assistir a A Praça É Nossa porque eu tive uma idéia de história e ela tem algo a ver com o programa de TV. Apesar do formato e de não ter o programa na mais alta estima eu ri assistindo ao programa. Não foram gargalhadas de cair da cadeira, mas me entreti.

Vale comentar que nem todos quadros foram engraçados. O opener do programa, Paulinho Gogó, foi no geral bem sem graça menos numa piada na qual ele comenta que mesmo vendo a mulher dele o traindo ele tenta minimizar: “estão coisando, mas não tão coisando tanto assim…”. O absurdo da cena me pegou de surpresa.

Também me surpreendi com o segundo humorista da noite, Chico da Tiana, que fala da vida de casado e pobre. Me surpreendi pela terceira vez com o terceiro quadro do programa, Cadu & Lurdinha, na qual o casal vive terminando o relacionamento e reatando namoro. Nesse episódio Cadu só fala por meio de rimas enquanto tenta conquistar sua amada que aparece na Praça com um pretendente novo, um advogado. O personagem é uma espécie bardo-palhaço que consegue, por meio de sua insistência, afastar um adversário.

Seguro dizer que o programa é bem melhor do que eu esperava. Não é um humor que te faz perder o fôlego rindo, mas as piadas são variadas e é visível que os artistas tem liberdade para criarem seu material e experimentarem idéias novas – muito evidente no caso do Cadu & Lurdinha.

Agora me dê licença que eu preciso terminar de ver o programa. Caso interesse, deixo o link para o programa da semana passada no fim desse post.

By caio

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